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Cavaleiro – Qual é seu comando, meu Rei? Rei – Ide e traga-me a cabeça do dragão! Cavaleiro – Imediatamente, meu Senhor!
Mas o cavaleiro vaga, procurando, anda pelas pradarias e não encontra o dragão, pelo menos não o de escamas, asas e que solte fogo pelas ventas. Acha a injustiça, a fome, a maldade, a crueldade, mas o maldito dragão, não... Triste consigo mesmo ele começa a pensar em voltar. Mas como encarar seu Rei de mãos vazias? Quem dera outrora fosse e os campos estivessem cheios de dragões, donzelas a serem salvas e aventuras a serem realizadas, com motivos nobres pelos quais lutar.
Mas talvez o Rei não saiba que os tempos mudaram... Hoje em dia ser leal a uma amizade pode ser o mesmo que se declarar imbecil. Hoje em dia ser correto com as coisas, suas e as dos outros, é ser otário. Hoje em dia ser bom é ruim, e ser mal é o que há.
Fomos criados para sermos cavaleiros, heróis! Mas, onde estará meu cavalo? Quem é meu Rei, minha Rainha? Pelo que lutar e para quem?
Os valores mudaram de repente e sem avisar, o que era certo, virou errado. Roubar já não é mais feio, e ser honesto já não é mais o suficiente. Quem sabe... Lutar contra os moinhos de vento não seja tanta loucura assim... Mas que raios... Aqui no Brasil nem isso existe...
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