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Naquela hora já não importava mais.
Sabia que qualquer coisa que dissesse não produziria efeito nenhum.
Mas tinha!
Era impelido por uma coisa maior!
Que empurrava as palavras de sua boca, como flechas que tentam a todo custo acertar seu alvo!
Tentar explicar o porquê e assim provar sua falta de culpa.
Sua intenção sempre foi a melhor possível, e só queria fazer o bem.
Seus motivos eram nobres e buscava de verdade o bem.
Sua única preocupação era protegê-lo!
Às custas do que for preciso.
Mas as coisas funcionam realmente assim?
Um objetivo maior vale qualquer sacrifício?
Mas também não era coisa tão nobre assim...
Era uma besteirinha sem importância e pensando bem...
Até que ela tinha razão.
Podia e era muito fácil entender desta maneira e não da outra...
Mas, uma vez que tenha sido explicado, tinha que fazer diferença.
Mudar o que se escreve é fácil, basta apagar.
Mudar o que se fez também pode ser! Se não tiver afetado ninguém, é só desfazer.
Mas como se apaga o que se sentiu?
Como mudar o sentimento que já tomou conta?
Será realmente que a explicação do que deveria ser basta?
Já não sabia mais o que fazer, a cada palavra sua mais ela ficava irritada.
Pra ela não importava mais o fato em si, ele tinha sido substituído por uma coisa maior.
Aquela besteira fora o “floco de neve” que quando cai do alto da montanha, forma a avalanche e destrói o que estiver na frente.
E agora vinha a pergunta...
Um erro justifica outro?
Uma falha acaba com tudo?
Às vezes quando se perde, se ganha. E às vezes quando se ganha, se perde.
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